O amor fica rasgado na pele memória que lateja o corpo todo choro que inunda pelos poros e nos arranca o peito e os olhos ou rolar na cama com a nudez inútil é uma febre que incendeia a alma e perfura o coração de absoluto inverno
Que historia é essa de me consumir aos poucos Como se eu fosse um naco um gole um trago Engula-me por inteiro e cuspa se for capaz Não venho em conta-gotas nem deslizo ou escorro Sou jorro e jato entro e saio arrebento e estouro Se quiser é para sempre e o faça todo de uma vez e só
Você expia-me hecatombes Ofusca meu olho de furacão Envolve a mim redemoinho Aprofunda-me oceano Petrifica-me em lavas Descongela-me labareda Ilumina-me relâmpagos Põe-me a dormir a sete palmos Dá-me prantos noite adentro Me desperta sol a pino
Você me encharca dessa argila E em sua obra pouco importa O que sobrou de ser humano Em um amor dessa natureza
Ó meu amor, o mundo pra bem longe o chama Vem da montanha, pra bem longe de mim As folhas caem, faz frio e já anoiteceu Você se vai e eu canto o seu adeus
Mas volte assim que o sol pousar no campo Ou quando o céu trouxer a chuva boa eu fico aqui na neve, à sombra ou na garoa Ó, meu amor, ó meu amor que eu amo tanto
Mas se ao voltar, não vir nem mesmo um jardim E se eu morri, então o amei até o fim Você irá encontrar onde eu descanso enfim Se ajoelhar e rezar a sós por mim
Eu sentirei seus pés tão leves sobre mim E a terra quente me acolhe e sou feliz Você se curva e jura o amor que eu sempre quis E eu durmo em paz até você poder deitar-se aqui
Versão para Danny Boy, letra criada em 1910, por Frederic E. Weatherly, e música adaptada em 1913 de um clássico do folclore irlandês (Londonderry Air). Esta triste canção é considerada o hino da Irlanda do Norte.
No YouTube, há a interpretação de Maev, cantora do Celtic Woman:
Eu fui ao fim do mundo num barco vagabundo À luz de um céu profundo Uma pequena ilha eu vi Um sonho se anuncia Uma fada é quem nos guia E nos pede a cortesia de adormecer ali
Youkali, pra lá que vou-me embora, eu sei Youkali, é lá que sou amigo do rei Youkali é uma terra abençoada por deus Onde o amor nasceu De uma luz como eu Vejo nos olhos seus É Youkali
Youkali é onde moram o desejo e o prazer Youkali é amar sem precisar se esconder A esperança Onde o sol da liberdade surgiu É a herança De um filho teu por uma mãe gentil
Youkali, seus bosques têm muito mais vida, eu sei Youkali, onde viver sempre feliz é a lei Mas é fantasia, eu bem queria, Nunca existiu nosso Youkali É pura loucura, a vida é tão dura Nunca existiu nosso Youkali
A vida nos engana Miragem cotidiana A pobre alma humana Sempre pensa em partir Abandona a própria terra Procura a santa guerra Onde o afeto se encerra Em alguma Youkali
Youkali, pra lá que vou-me embora, eu sei Youkali, é lá que sou amigo do rei Youkali é uma terra abençoada por deus Onde o amor nasceu De uma luz como eu Vejo nos olhos seus É Youkali
Youkali, seus bosques têm muito mais vida, eu sei Youkali, onde viver sempre feliz é a lei Mas é só um sonho, sonhemos, proponho Que possa existir nosso Youkali Não deixem que eu morra sem voltar pra lá Pro meu país, nosso Youkali
Versão para "Youkali", de Kurt Weill (música) e Roger Fernay(letra). Confira o original, em francês, na interpretação de Teresa Stratas, belíssima: